|
|
Textos
Golzago, o mago Numa cabana de tocos Ocos, Numa fresta, Em densa floresta, À beira de preto lago, Morava Golzago, Guloso E mal cheiroso Mago. Comia ovo choco --um ninho era pouco-- Abria-o com um só soco Como se fosse coco Então, procurava um toco De antigo tronco, E, como um bronco, Num ronco, Arrotava. Sonhava Pesadelos de antigos sururus Com bando de urubus Atrozes Ferozes .Queriam de volta o ninho feito com carinho cheio de ovos que Golzago, mago guloso devorara Ai! E arrepiada arara Bicava-lhe a cara. Queria de volta o ninho feito com tanto carinho que Golzago, o mago, devorara. De supetão, acordava. Limpava o bigode, de bode, com comigo-ninguém-pode! “Isso é folha venenosa!’ Berrava Fremosa, Bruxa atenciosa. Catava erva daninha para Mel, sua franguinha. Era vizinha de Golzago, o Mago. Morava numa cabana de tocos ocos numa fresta , em densa floresta à beira de preto lago. Duas luas depois, Golzago, o mago, e Fremosa, Bruxa atenciosa, casaram numa noite de sereno. E foram morar numa casinha de feno, no Reino de Campo Moreno.
|
Ilram Rekrem |
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Publicado em 14/11/2009 às 11h28
|